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Manipulação

A preparação de medicamentos manipulados, sendo uma prática ancestral da responsabilidade exclusiva do farmacêutico, continua a constituir uma realidade importante no contexto da terapêutica medicamentosa contemporânea na generalidade dos países desenvolvidos. De facto, apesar dos tempos de preparação exclusiva de medicamentos em escala oficinal se encontrarem já algo distantes, reservam-se inúmeras situações, cujo âmbito tem vindo a alargar-se, para as quais os medicamentos manipulados são imprescindíveis.
 
O Doente, como elemento central de toda a actividade dos profissionais de saúde, tem direito aos medicamentos mais adequados ao seu perfil fisiopatológico, os quais tanto podem ser produzidos pela indústria como preparados na farmácia.
 
Com frequência, os medicamentos manipulados proporcionam ainda alternativas terapêuticas com vantagens claras do ponto de vista farmacoeconómico, relativamente aos medicamentos industrializados. Este facto, cuja importância no actual contexto não poderá ser descurada, juntamente com a referida possibilidade de personalização da terapêutica, constituem dois aspectos basilares, que contribuem decisivamente para reforçar a adesão dos doentes à terapêutica.
 
O preenchimento de nichos não ocupados pela indústria farmacêutica, constitui outro domínio em que os medicamentos manipulados assumem uma grande importância. Existem substâncias activas de utilidade terapêutica comprovada, cujas especialidades farmacêuticas correspondentes, por motivos diversos - por vezes exclusivamente de ordem económica -, são descontinuadas ou não chegam a ser introduzidas no mercado. Enquadram-se nesta última situação as substâncias activas designadas órfãs, para as quais a produção industrial de especialidades farmacêuticas não é economicamente rentável, por se destinarem a pequenos grupos de doentes. Além disso, estando os medicamentos industrializados necessariamente limitados a um certo número de dosagens e de formas galénicas, é relativamente frequente a não existência no mercado do medicamento apropriado para um determinado doente. Este aspecto apresenta uma relevância especial em áreas como a Pediatria, a Geriatria, a Oncologia e, também, em doentes com dificuldades de deglutição. Com efeito, em muitas destas situações torna-se necessário proceder ao ajustamento das doses a administrar ou à preparação de sistemas galénicos susceptíveis de serem administrados pelas vias disponíveis.
 
As fórmulas magistrais permitem ainda promover associações de substâncias activas não disponíveis no mercado dos medicamentos industrializados, sempre que tais estratégias se justifiquem do ponto de vista farmacoterapêutico. Esta necessidade ocorre, com grande frequência, na área da Dermatologia e, mais recentemente, no controlo da dor em doentes crónicos.
 

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